Reino da Galiza é citado em Arrival, macro-produção cinematográfica norteamericana de ciencia-ficção

Segunda-feira, Novembro 21, 2016 1 Permalink 7

Arrival, em cartaz neste momento tanto na Galiza como em Portugal e com um orçamento de 47 milhões de dólares (grande parte já recuperados após a sua estreia em Novembro de 2016) é uma das principais macro-produções cinematográficas de Hollywood em 2016. Nele, a protagonista do filme, Amy Adams, uma professora universitária de linguística, refere-se ao Reino da Galiza como a origem da língua portuguesa na Idade Média, Adams refere-se ao Reino da Galiza, justo no momento inicial em que o filme muda de ritmo e cenário.

Arrival é considerado pola crítica um dos melhores filmes do ano e uma firme candidata aos Oscar. Sua pontuação no IMDB é de mais de 8 pontos sobre 10 e o seu trailer teve mais de 13 milhões de visitas na primeira semana.

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6 razões polas que a Galiza deveria ser um Estado independente

Domingo, Outubro 30, 2016 0 Permalink 11

1ª Espólio energético

A Galiza sofre um espólio energético e de recursos naturais por parte da Espanha que algúns economistas quantificam entre 3000 e 5000 milhões de Euros por ano, quantidade que equivale a mais da metade do orçamento da Xunta de Galicia e quase o 10% do PIB galego. Sendo um Estado independente na UE, a Galiza teria capacidade de impor um elevado controlo e taxação a qualquer empresa eléctrica estrangeria que quiser explorar recursos galegos. Na situação actual a Galiza não dispoe de competencias no assunto pois é o governo espanhol quem decide e quem arrecada os impostos.

Fig. 1. Producão e consumo de energia eléctrica no Reino da Espanha

Fig. 1. Producão e consumo de energia eléctrica no Reino da Espanha

2ª Espólio fiscal

Os galegos/as pagaram em 2015 impostos por valor de 12.750 milhões de Euros sem contar os impostos locais e provinciais e as cotizações à Segurança Social. Tendo em conta que o orçamento da Xunta de Galicia para esse ano foi de 8.435 milhões encontramos uma diferença de mais de 4.000 milhões de Euros que os/as galegos/as pagam a mais com respeito ao orçamento da Xunta. Certo é que a administração do central do Estado tem gastos na Galiza mas esses gastos não cobrem os 4.000 milhões que os/as galegos pagam a mais cada ano (os corpos de policia espanhola despregados na Galiza custam uns 400 milhões de Euros cada ano por exemplo).

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Fig. 2. Impostos mínimos suportados polos galegos/as em 2015

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Fig. 3. Entendendo o espólio fiscal. O caso da empresa Endesa como exemplo.

3ª Infraestruturas não pensadas nem desenhadas para Galiza

As infraestruturas que projecta e implementa o Estado espanhol na Galiza a nivel rodoviario, ferroviario, portuario e aeroportuario quase nunca respondem às verdadeiras necessidades da Galiza a nivel de mobilidade interna/externa ou quanto ao transporte de mercadorias, mas respondem unicamente aos interesses radiais de potenciar artificialmente Madrid como capital espanhola. Como exemplo indicar também que a Galiza é a única CCAA espanhola de riberia sem serviço de trem de proximidade para o deslocamento interior (o 95% dos deslocamentos populacionais).

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Fig. 4. Infraestruturas do Reino da Espanha na Galiza

4ª Economia mais dinámica e capitalizada

A galega é uma economia muito dinámica e industrializada se a comparamos com a espanhola. Assim a Galiza tem uma balança comercial e uma abertura económica muito superior à espanhola, um sector industrial mais potente, com menos desemprego, e é por sua vez uma economia mais capitalizada com muito menos déveda, tanto no sector público como no privado. A Galega é portanto uma economia muito melhor posicionada para o desenvovimento futuro daí que as estruturas dum Estado próprio no seio da UE seriam um elemento fundamental de avalancagem neste processo.

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Fig. 5. Saldo comercial Interno e Externo das CCAA espanholas em M€

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Fig. 6. Os efeitos da bolha imobiliária com relação ao crescimento do PIB. Galiza vs Espanha

5ª Sociedade mais igualitária

A galega é uma sociedade com uns niveis de desigualdade equivalentes aos dos países mais avançados da Europa nesse ámbito. A Galiza tambem possui uns índices educacionais mais elevados que a Espanha assim como uma menor taxa de fracasso escolar.

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Fig. 7. I. de Gini de desigualdade de renda.

6ª Um País completamente diferente com uma historia milenar

A Galiza é um país muito diferente à Espanha em quase todos os ámbitos, começando pola realidade cultural e línguística mas também a nivel geográfico, paisagístico e até na mentalidade pois a famosa retranca e indecisão dos galegos que os espanhóis nao acabam de entender bem não deixa de ser um carácter bastante comúm em outras sociedades atlánticas europeias como Portugal, Reino Unido, Irlanda ou os Países Baixos.

A estrutura da terra e do povoamento (a metade dos núcleos de população do Reino da Espanha estão na Galiza) também é completamente diferente. Se na Espanha a gente vive concentrada em cidades e vilas na Galiza vive dispersa por todo o território já desde época dos galaicos celtas ou do reino galaico-suevo. Se na Espanha hai latifundios, grandes e poucos proprietários de terras, na Galiza temos minífundio, pequenos e muitos proprietários de terras o que por sua vez nos coloca em consoancia com algumas das zonas mais desenvolvidas da Europa como o norte da Itália por exemplo.

A história da Galiza tampouco coincide em quase nada com a história espanhola, (cujos historiadores tentaram quase sempre ocultar e manipular mesmo inventado reinos inexistentes como o de Asturias), já desde os tempos da mesma província romana da Gallaecia fundada polo emperador Diocleciano a finais do S. III d.C. ou desde o próprio Galliciensis Regnum Suevo do S. V d.C.

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Fig. 8. A propriedade da terra na Galiza

Estes são só algúns exemplos dos inúmeros factores que nos fazem muito diferentes da Espanha e que indica que que as políticas aplicadas à realidade espanhola quase nunca casam bem com a realidade galega e polas quais dispormos um Estado independente integrado no seio da União Europeia é uma condição necessária para aprimorarmos o nosso desenvolvimento como País e a qualidade de vida na nossa sociedade.

 

 

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Tribunal Supremo espanhol di que a Galiza não pode impedir instalação de parques eólicos nas suas costas

Quinta-feira, Agosto 4, 2016 0 Permalink 1

O alto tribunal espanhol vem de anular a anterior sentencia da Audiencia Nacional espanhola polo qual a Xunta da Galiza poderia impedir a instalação de parques eólicos em augas da Galiza.

Em 2009 todos os grupos do Parlamento Galego (PP, PSdG-PSOE e BNG) denunciaram nos tribunais o plano do governo espanhol para instalar parques eólicos na costa galega.  Tras um longo percurso judiciário o Tribunal Supremo vem de sentenciar agora que o Governo da Galiza não tem competências sobre as suas aguas territoriais e é o Governo espanhol quem decide sobre elas.

No caso de consumar-se esta nova fase do espólio ao nosso país por parte da Espanha e os seus poderes económicos, as consequências para gerações presentes e futuras de galegos e galegas seriam extremadamente negativos.

Entendendo o Espólio

Fig. 1. Entendendo o Espólio

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25 de xullo. Día Nacional (case) de Galicia

Segunda-feira, Julho 25, 2016 0 Permalink 0

Por Fernando Rei Maio. Fonte: Praza.gal

O último discurso de Nadal do Rei Don Filipe VI levou incorporado unhas verbas moi pouco banais mentres facía referencia á característica do estado Español: “… un Estado que reconoce nuestra diversidad en el autogobierno de nuestras nacionalidades y regiones;…”. O monarca español non é sospeitoso de seres un galeguista-nacionalista con ou sen pretensións independentistas. Máis sendo quen é, non ten reparos en recoñecer ca no estado español hai distintas nacionalidades. Tampouco o é o actual Presidente da Xunta, o señor Feijoo, cando declaraba o 10 de novembro do 2014, dentro da conferencia do círculo de economía de Barcelona, o seguinte: “… Galicia tiene muchos elementos para considerarse una nación sin estado”. Moito menos o é o número dous do PP Galego, Miguel Tellado, cando ao ser entrevistado no programa Vía V o 10 de maio deste mesmo ano, dixo: “los Gallegos se han sentido plenamente representados por un Partido Popular que enarbola el Galeguismo como una seña de identidad, y yo creo que eso explica además, el porqué en Galicia el PP, como nacionalidad histórica que somos, tenemos el peso que tenemos..”. E como último exemplo, os estatutos do PSdG-PSOE, onde di no seu artigo 2.2: “Configúrase como un instrumento de desenvolvemento da personalidade da nacionalidade galega e de defensa dos seus intereses.”.

Sen entrar en aspectos oficiais coma pode ser o DOG, onde o 1 de xaneiro de 1979 se publica o decreto polo que se declara Día Nacional de Galicia o 25 de xullo de cada ano, (máis xa uns meses antes, no verán de 1978, empregábase por vez primeira esta denominación de forma oficial). Pois como dicía, sen chegar a entrar nestes aspectos, decatámonos que Galicia vive nunha realidade nacional. Realidade nacional que xa ten un sustento histórico desde que no ano 410 se constitúe como o primeiro reino da Europa cando o pobo Suevo se asenta de xeito estable na provincia romana da Gallaecia, instalando a súa Corte e capital en Braga tras a sinatura do Rei suevo Hermerico dun pacto co emperador de Roma para converter de facto a Gallaecia nun reino independente (Galliciense Regnum). Consolidaríase esta condición histórica de Nación Galega, cando no 449 todos os suevos se converten ao catolicismo, relixión practicada polos galaicos, e cando se comeza a cuñar moeda propia.

Que nos falta entón para que o pobo Galego se decate do que somos, de onde vimos e onde estamos, se xa vivimos nunha realidade nacional? Pois o que nos falta é a normalidade nacional, esa que si posúen outras nacións sen estado con menos historia ca nós. Falo de dar visibilidade a esta condición nos edificios públicos do país. Que o recollan e incorporen aos nomes oficiais das edificacións. Coma exemplos: AUDITORIO NACIONAL DE GALICIA, MUSEO NACIONAL DO POBO GALEGO, e PANTEÓN NACIONAL DE GALEGOS ILUSTRES, en Compostela. ORQUESTRA SINFÓNICA NACIONAL DE GALICIA, na Coruña. REDE MUSEÍSTICA NACIONAL DE GALICIA, etc, etc, etc.

Até que isto non aconteza, seguiremos sendo unha “case” nación, que iso si, seguirá manifestándose todos os 25 de xullo sen decatarse de que para lograr máis realidade e normalidade nacional resulta máis efectivo a visualización do nome nunha fachada ca centos de manifestacións polas rúas. Máis que lle imos facer. Teremos que seguir cantando o “Nazón de Breogán” até que algúns dos nosos políticos sexan coherentes co seu discurso e cos seus ideais e para non enfastiarnos de señardades.

Imagem: Teatre Nacional de Catalunya em Barcelona

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Galegos/as os/as que menos emigraram no Estado espanhol entre 2008 e 2015

Sexta-feira, Julho 1, 2016 6 Permalink 0

EM 7 ANOS EMIGROU SÓ O 6,97% DA POPULAÇÃO GALEGA ENQUANTO NA ESPANHA EMIGROU MAIS DO 13% DA POPULAÇÃO

Os dados estatísticos que vem de processar Economia Nacional Galega desmontam mais uma vez o mito de que os galegos e galegas estão permanentemente a emigrar, e desta vez com muita contundéncia. Assim, segundo os dados oficiais sobre migrações que proporciona o Instituto Nacional de Estatísca da Espanha, os galegos e galegas foram proporcionalmente os que menos emigraram (quer a outra CCAA espanhola quer ao resto do mundo) dentro do Estado espanhol.

No gráfico a seguir indicamos os dados concretos para cada CCAA espanhola, assim como os dados da Espanha, com e sem incluir a Galiza.

Galegosas os que menos emigrarom no Estado espanhol entre 2008 e 2015

E neste outro gráfico indicamos os dados pormenorizados da % de população emigrante quer a outras CCAA espanholas, quer ao resto do mundo, assim como a suma total na última coluna.

Galegos/as os que menos emigraram no Estado espanhol entre 2008 e 2015

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